Descubra por que os felinos passam tantas horas descansando

Dormir por muitas horas faz parte da rotina dos gatos. Embora possa parecer excessivo para os humanos, esse comportamento está diretamente relacionado à biologia, aos instintos e às necessidades naturais dos felinos.

Um gato pode passar até 20 horas por dia dormindo, o equivalente a cerca de dois terços de sua vida. Mas por que eles precisam descansar tanto?

Por que os gatos dormem tanto? Os gatos são animais considerados crepusculares, com maior nível de atividade durante o amanhecer e o anoitecer. Esse comportamento está relacionado aos hábitos de seus ancestrais, que costumavam caçar nesses períodos.

Mesmo os gatos domésticos mantêm parte desse instinto. Brincadeiras, corridas e atividades que simulam a caça exigem momentos de explosão de energia. O descanso, portanto, é importante para que o organismo consiga recuperar essas reservas.

O clima também pode influenciar o comportamento. Em dias frios ou chuvosos, é comum que os gatos durmam mais e procurem lugares quentes e confortáveis. Já em dias quentes, eles costumam buscar posições mais esticadas para ajudar a dissipar o calor.

Os gatos passam este tempo todo em sono profundo? Não. O descanso dos felinos acontece em diferentes níveis.

Grande parte do período de descanso é composta por cochilos leves e curtos. Mesmo relaxados, os gatos permanecem atentos aos sons e movimentos ao redor, podendo despertar rapidamente diante de qualquer estímulo.

Em outros momentos, eles entram em uma fase de sono profundo, importante para a recuperação do organismo. Durante esse período, o tutor pode perceber pequenos movimentos nas patas, bigodes ou pálpebras — comportamentos que podem estar relacionados aos sonhos.

Quando o excesso pode ser um problema – Dormir bastante é normal para um gato. O que merece atenção é uma mudança repentina no padrão habitual de sono e comportamento.

Se o animal começa a dormir muito mais do que costumava, demonstra apatia ou perde o interesse pelas atividades do dia a dia, pode haver algum problema de saúde por trás da alteração.

Entre as condições que podem provocar fraqueza e maior sonolência estão a Doença Renal Crônica (DRC), mais frequente em gatos idosos, e a FeLV, conhecida como leucemia felina, que pode comprometer o sistema imunológico e causar anemia e fraqueza.

Por isso, os tutores devem observar o comportamento do animal como um todo. Sono excessivo acompanhado de perda de apetite, redução do consumo de água, perda de peso, isolamento ou falta de disposição são sinais que merecem atenção.

Ao perceber mudanças persistentes na rotina do gato, a orientação é procurar um médico-veterinário para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado, se necessário.

Fonte: Boehringer Ingelheim.

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