Visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite, maior sensibilidade à luz e alteração na percepção das cores podem ser sinais de catarata. A doença ocorre quando o cristalino, estrutura naturalmente transparente localizada dentro do olho, perde sua transparência progressivamente.
A catarata é mais frequente com o envelhecimento e pode comprometer atividades simples do cotidiano, como ler, reconhecer pessoas, assistir televisão, caminhar com segurança ou dirigir.
Quando a perda visual passa a interferir nas atividades habituais, o oftalmologista pode indicar a cirurgia. O procedimento consiste na retirada do cristalino que ficou opaco e sua substituição por uma lente intraocular artificial. Atualmente, o tratamento cirúrgico é considerado bastante eficaz.
A melhora da visão após a cirurgia pode representar uma mudança importante na vida do paciente. Recuperar a capacidade visual facilita atividades rotineiras, contribui para a mobilidade e pode ampliar a independência, especialmente entre pessoas idosas.
A indicação, entretanto, deve ser individual. Antes da operação, o oftalmologista avalia a catarata e também verifica a existência de outras doenças que possam interferir no resultado visual.
O Sistema Único de Saúde oferece consultas, exames, acompanhamento e tratamento cirúrgico para doenças oculares, incluindo a catarata.
Por isso, pessoas que percebem piora progressiva da visão devem procurar avaliação oftalmológica. Quanto antes a causa da dificuldade visual for identificada, mais adequado poderá ser o acompanhamento e a definição do tratamento.